Campanha de ajuda ao Chile

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Extraído do Blog do DeRose
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Queridos Amigos,
Espero que estén muy bien. La escuela, los alumnos y nosotros, felizmente estamos bien.
El problema, es en el resto del país y especialmente los pueblos del litoral que son los más afectados.
En la Escuela ya iniciamos una campaña de ayuda. Si desean colaborar de alguna forma pregunten en su país y háganle llegar a esas entidades sus aportes, que en este momento serán de máxima utilidad.
Muchas gracias!
Saluda atte.
Equipo de Instrutores
Método DeRose – Chile
Tel. +56 (2) 880 2372 / (9) 9 368 4372
http://www.metododerose.cl
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Ayudemos a nuestros hermanos de Chile; hoy mismo !
Se reciben medicamentos, pañales, frazadas y agua mineral para enviar a Chile. Se necesitan antifebriles, antiinflamatorios y antibióticos. Se recepcionarán los días 1, 2 y 3 de Marzo de 10 a 18 hrs, en la Parroquia Santo Tomás Moro (Urquiza 1460 – Vicente López, Buenos Aires). Contacto e info:redsolidaria@fibertel.com.ar y al fono 011 4791 5184.
Instructor Diego Ouje, Buenos Aires, Argentina.
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Olá,
Para os que quiserem ajudar, a Cáritas iniciou esta semana uma campanha de ajuda às vítimas do terremoto no Chile.
Quem quiser contribuir pode aceder ao sítio da organização:  http://www.caritas.org/newsroom/press_releases/PressRelease01_03_10.html
Já agora e a título de curiosidade para ter uma visão global das actuais emergências no nosso planeta, aqui está um outro link: http://www.caritas.es/emergencias/
Abração,
Cirilo, Unidade Antas – Porto, Portugal
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Querido Maestro y amigos, quiero utilizar esta vía para agradecer a todos los alumnos e instructores de todas las Sedes del Método DeRose de Buenos Aires, que rápidamente, en 48 horas, sumaron sus contribuciones haciendo posible entregar en la mañana de hoy, una importante cantidad de medicamentos, pañales, agua, etc, a la Red Solidaria, con destino a Chile.
Una acción efectiva con velocidad y cariño.
Muchas gracias
Maestro Edgardo Caramella, Presidente de la Federación de Buenos Aires, Argentina.

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Outro texto importante, extraído do Blog de Escalada

como esportistas, aventureiros, fotógrafos, representantes de equipamentos, comunicadores de meios especializados e lojistas, que desfrutamos muitas vezes do território de nosso vizinho de continente, e temos o resultado do nosso trabalho, com reportagens, vendas de equipamentos para aventuras e expedições, fotografias e outros, muitas vezes beneficiados pelo belo país que é o Chile e pela amabilidade e receptividade do seu povo, convido vocês a nos unirmos para tentar organizar em cada cidade um apoio aos chilenos.

Estão sendo solicitados no país:
Roupas pessoais (em boas condições), calçados de inverno, artigos de higiene pessoal, colchões, alimentos não perecíveis, velas, pilhas, fraldas, água, etc.

Minha proposta é que cada um possa tentar organizar um local para receber estes materiais. Existem muitos outros que podemos contribuir, como barracas, sacos de dormir, colchonetes, isolantes térmicos, itens de primeiros socorros, etc. É possível que tenhamos em casa materiais de uso pessoal e equipamentos não mais utilizados, assim como materiais sem giro ou já substituídos por novas coleções.

A internet nos dá uma força inimaginável. Podemos utilizar nossos sites para solicitar a colaboração a todos os leitores, para que recolham os mesmos materiais e destinem a algum local (a definir por voluntários) para ser enviado ao Chile.

Em Porto Alegre, fiz contato com o Consulado Chileno, mas pediram para retornar a ligar amanhã, pois não conseguiram ainda se mobilizar e nem contato ainda com o Chile. É preciso primeiro definir como enviar o material (através de alguma organização preparada ou representantes do próprio país). De qualquer forma, a arrecadação pode ter outros destinos aqui mesmo no nosso país, se não for viável o envio ao Chile.

Coloquei por enquanto em meu blog (http://40milkm.blogspot.com/) informaçõs de contas da Cruz Vermelha Chilena e da organização World Vision, caso queiram divulgar ou doar.

Lembrando que a devastação foi grande, as pessoas estão dormindo em grande parte ao relento, e o tempo é precioso.

Agradeço a atenção, sem compromisso algum de sua parte. Àqueles que porventura não concordem com a ação ou com este email, peço desculpas.

Abs
Rodrigo Meurer

WWF lança a Hora do Planeta - E você? Está fazendo a sua parte?

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O WWF lançou oficialmente, no Rio de Janeiro, a Hora do Planeta 2010. Esse evento é um ato simbólico onde governos, entidades, empresas e a população são convidados à apagar suas luzes por 60 minutos.

A idéia é conscientizar os líderes mundiais sobre o aquecimento global.

Ano passado eu estive lá. Participei do evento que aconteceu em São Paulo, na Praça Victor Civita, no Bairro de Pinheiros, que contou com a participação do Prefeito Kassab, entre outras celebridades.

A Hora do Planeta:


No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.



A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

Em 2010, com a sua participação, vamos fazer uma Hora do Planeta ainda mais fantástica!

Fonte: http://www.horadoplaneta.org.br/saibamais.php

Participe! Divulgue! Faça da sua participação uma ação efetiva para colaborar com o futuro do nosso planeta!

Teoria Populacional Malthusiana

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Complementando o texto anterior um amigo meu, o Gustavo Testa, me enviou o link para este texto no Wikipedia.

Interessante não?

Segue:



Teoria Populacional Malthusiana foi desenvolvida por Thomas Malthuseconomista, estatístico, demógrafo e estudioso das Ciências Sociais.
Malthus observou que o crescimento populacional, entre 1650 e 1850, dobrou decorrente do aumento da produção de alimentos, das melhorias das condições de vida nas cidades, do aperfeiçoamento do combate as doenças, das melhorias no saneamento básico, e os benefícios obtidos com a Revolução Industrial, fizeram com que a taxa de mortalidade declinasse, ampliando assim o crescimento natural.
Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica em 1798 uma série de idéias alertando a importância do controle da natalidade, afirmando que o bem estar populacional estaria intimamente relacionado com crescimento demográfico do planeta. Malthus alertava que o crescimento desordenado acarretaria na falta de recursos alimentícios para a população gerando como consequência a fome.

[editar]Crescimento populacional X produção de alimentos

Malthus foi ainda mais além em suas pesquisas afirmando que o crescimento populacional funcionava conforme uma progressão geométrica 1 < 2 < 4 < 8 < 16 < 32 < 64 ... enquanto que a produção de alimentos, mesmo nas melhores condições de produção dos setores agrícolas só poderiam alcançar o crescimento em forma de uma progressão aritmética 1 < 3 < 5 < 7 < 9 < 11 < 13 ...
Produção de alimentos em bilhões de toneladas:
O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) estima que a produção mundial de grãos atual seja de 1,769 bilhões de toneladas de grãos por ano.
Crescimento populacional humano em bilhões de habitantes:
  • 1 a 2 bilhões de pessoas entre 1850 a 1925 - 75 anos
  • 2 a 3 bilhões de pessoas entre 1925 a 1962 - 37 anos
  • 3 a 4 bilhões de pessoas entre 1962 a 1975 - 13 anos
  • 4 a 5 bilhões de pessoas entre 1975 a 1985 - 10 anos
  • 5 a 6 bilhões de pessoas entre 1985 a 1993 - 8 anos
  • 6 a 7 bilhões de pessoas entre 1993 a 1999 - 6 anos.
Com base nesses dados, Malthus concluiu que inevitavelmente a fome seria uma realidade caso não houvesse um controle imediato da natalidade.
A definição de praga biológica é quando uma população fica com alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no ambiente.
superpopulação fica então sem controle até que surjam predadores que façam esse controle externo ou se os predadores e parasitas (doenças) não aparecerem, o descontrole continua até que acabe o alimentodisponível no ambiente, gerando competição intraespecífica e controle populacional por fome.
No caso da população humana esse controle vem sendo feito com guerras, doenças e miséria. Nossa população está em explosão demográfica desde a revolução industrial, que começou na Inglaterra no século XVIIpor volta de 1650.
A solução defendida por Malthus seria:
- a sujeição moral de retardar o casamento
- a prática da castidade antes do casamento
- ter somente o número de filhos que se pudesse sustentar

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado

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Depois de ver essa mensagem publicada no site do Terra, no Ultimo Segundo, no Blog do DeRose e no Vista-se, eu jamais poderia deixar de publicar também.

Segue:


No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.
Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute. 

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

Mais importante que o Dia do Yôga

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Além, e muito além das comemorações do Dia do Yôga (instituido em 13 estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Piauí e Ceará, mais o Distrito Federal), hoje é o aniversário do queridíssimo DeRose.

A data do seu aniversário foi institucionalizada nesses estados como Dia do Yôga em reconhecimento ao seu trabalho de reeducação comportamental junto aos jovens do Brasil e de vários outros países.

A Cultura difundida por ele ensina e transforma as pessoas em seres humanos melhores, conscientes e conectados com tudo que se relaciona ao seu redor.




"Procuro reeducar meus leitores para que se tornem pessoas melhores, mais polidas, mais viajadas, mais refinadas, mais civilizadas, mais cultas, que aprimorem inclusive sua linguagem e boas maneiras. Sugiro uma revolução comportamental, propondo uma forma mais sensível e amorosa de relacionamento com a família, com o parceiro afetivo, com os amigos, com os subordinados e até mesmo com os desconhecidos. Recomendo que eventuais conflitos sejam solucionados polidamente, sem confrontos. Como complemento a esta proposta, ensino reeducação respiratória, reeducação postural, reeducação alimentar etc., proporcionando condições culturais e sociais para que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor e os jovens se mantenham longe das drogas. Tudo isso junto, em última análise, contribui para o autoconhecimento."

Deixo aqui minhas felicitações e votos de muita saúde, felicidades e que o sucesso almejado chegue com todas as glórias que lhe são devidas.

A Filosofia da Mente e os Direitos dos Animais

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Texto publicado na ediçãod e Janeiro de 2010 da revista “CIÊNCIA & VIDA FILOSOFIA”.
Autor: João de Fernandes Teixeira é Ph.D. pela University of Essex (Inglatera) e se pós-doutorou com Daniel Dennett nos Estados Unidos. É professoor titular na Universidade Federal de São Carlos. Ele mantém um site sobre filoaofia da mente no endereço: www.filosofiadamente.org


A questão do direito dos animais infere-se no contexto amplo da Filosofia da Mente, no qual se discute a cognição animal. Nossos critérios para atribuição de direitos aos animais são predominantemente cognitivos, isto é, baseia-se no fato de eles possuírem ou não uma mente e uma consciência. Na nossa tradição, passa-se a ter direitos quando nos tornamos pessoas e para isso é necessário ter consciência.

Damos tanta importância ao fato de termos uma consciência que até  nosso critério de vida e de morte baseia-se na idéia de morte cerebral. Estamos mortos quando o cérebro não funciona mais, quando na há  mais nenhum sinal neural que poderia ser indício de uma consciência.

Pessoas são consciências. E só pessoas podem ter direitos. É por isso, que desta perspectiva, problemas como o aborto tornam-se questões legais, morais e até bioéticas. Serão os fetos pessoas? Será que podemos considerá-los como portadores de direitos por serem potencialmente conscientes? Ou será que, da mesma maneira como definimos morte por critérios cerebrais, poderíamos abortá-los pelo fato de neles não haver nada que denote a existência de uma consciência?

A questão é saber se esse critério é baseado na consciência – que demarca vida e morte, pessoas e fetos, e que demarcaria também pessoas e animais – é correto e seguro. Penso que o uso seguro desse critério implica em estarmos de posse se uma solução para o problema filosófico das outras mentes. Esse tem sido um dos problemas mais difíceis da Filosofia da Mente: como posso saber se alguém, além de mim, tem uma mente semelhante à minha? Como posso saber se um robô, que se comporta igual a mim, tem uma mente? Precisamos saber se é possível atribuir mente e consciência a outros,  ou seja, saber se elas têm para poder considerá-las pessoas; e, num passo seguinte, atribuir-lhes direitos. No caso dos direitos dos animais, ocorre o inverso: precisamos demonstrar que eles não têm uma mente e uma consciência se quisermos negá-los.

O curioso é que o problema das ouras mentes não está resolvido, mas, certamente, não podemos depender de sua solução para atribuirmos consciência a outros seres. Resolver primeiro o problemas das outras mentes para atribuirmos consciência com segurança e daí derivar direitos parece ser um percurso impossível. Nesse caso, o critério da consciência torna-se inverificável. Nunca terei certeza se alguém além de mim tem consciência.

Na verdade, nunca pensamos em utilizar o critério da consciência para atribuir direitos a outros seres humanos. E, por isso, não deveríamos aplicá-lo tampouco aos animais. Nossa percepção dos direitos do outro não nos e dada de forma cognitiva. É por isso que não conseguimos desligar os tubos de uma pessoal em coma  nos hospital, embora saibamos que ela não tem nenhuma chance de sobreviver. Nossa dúvida moral persiste, apesar do fato de sabermos que ali já não há mais consciência. Essa persistência se deve ao fato de que nossa interação originária com o outro é predominantemente moral e não cognitiva. É por isso que só o conhecimento da inexistência de uma consciência da pessoa em coma não nos deixa confortáveis para negar-lhe o direito a vida, mesmo ela estando em estado vegetativo.

No caso dos animais essa interação se dá através da nossa comunicação emocional com eles, algo básico que não parece em nada se assemelhar a uma atribuição de consciência. Os critérios moral e emocional precedem o critério cognitivo de atribuição de consciência. E esses critérios deveriam também prevalecer na discussão dos direitos animais. Critérios cognitivos, como a da consciência, que historicamente aparecem na Religião, na Filosofia e na Bioética tampouco deveriam ser utilizados nessa discussão.

Não  é fazendo uma defesa da existência de uma consciência animal semelhante a nossa que resgataremos os direitos dessas criaturas. Pouco importa se eles são estúpidos ou não. Provavelmente, eles têm uma consciência muito diferente da nossa. Tomar a consciência humana como padrão universal de mente tem resultado num processo de antropomorfização de animais, que cada vez mais vemos ocorrer nas nossas sociedades, nas quais cães já têm até capas de chuva.

As bases teóricas da exclusão dos animais do mundo humano na época moderna remontam a Descartes, para quem havia uma descontinuidade intransponível entre o mundo humano e o mundo animal. Para ele, os animais eram máquinas biológicas, seres mecânicos sem consciência.  O imaginário cartesiano perdura inconscientemente, ou ideologicamente, até hoje. Esse senso comum cartesiano continua a legitimar que comamos carne, que se realizem experimentos com animais e até mesmo tratá-los impiedosamente sem expectativa de punição e nem sequer arrependimento.

Mas terá sido Descartes mais uma vez o grande vilão? Se vasculharmos seus textos verificaremos que não há uma linha sequer, na sua obra, que atente contra o direito dos animais. Seu adversário, Montaigne, não se preocupou com o funcionamento dos animais, mas justificou sua crítica ao especiocentrismo, limitando-se ao discurso retórico.

Na Idade Média, animais domésticos eram julgados por seus crimes. Um cão que mordesse seu dono poderia ser levado ao tribunal e ser condenado a forca. Isso era um claro sinal de que naquela época se atribuía consciência aos animais e de que eles deveriam ter responsabilidades e direitos.

Isso seria, hoje em dia, uma caricatura dos direitos dos animais. Mas nos países desenvolvidos, restringe-se cada vez mais a vivissecção, a experimentação irrestrita com animais, e cada vez mais se difunde o veganismo. O abate em larga escala deverá desaparecer nas próximas décadas, quando as técnicas de clonagem forem aperfeiçoadas e barateadas. A partir de uma única matriz serão produzidas somente partes de animais. Haverá bife para todos e algumas de nossas dificuldades morais em relação aos animais desapareceram.

Mas o barateamento da clonagem ainda demorará muito. Essa será  uma grande dificuldade para o terceiro mundo onde ainda se justifica o descuido e maus-tratos de animais por uma suposta prioridade de resgatar os humanos, como se não fossemos parte do mesmo ecossistema.

Enviado pelo leitor Laércio Vinícius Almeida 


Fonte: vista-se

Paul McCartney divulga documentário contra a indústria da carne

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Paul McCartney aproveitou sua rápida apresentação durante a entrega do Globo de Ouro no último domingo, dia 17, para promover um documentário sobre a indústria da carne, no qual ele participa como narrador. Segundo o site Ecorazzi, várias pessoas dizem terem visto o ex-Beatle colocar uma cópia do documentário dentro das sacolas de lembrancinhas para os indicados ao prêmio do cinema.

Verdade ou não a história sobre Paul McCartney, o fato é que o documentário recém finalizado, produzido pela organização de defesa dos animais PETA, mostra os bastidores, digamos, desagradáveis da indústria da carne, como granjas superpovoadas e abatedouros cujos métodos podem chocar o maior apreciador de um bom churrasco.

Como o próprio McCartney costuma dizer: “se matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”. E é exatamente esse o nome do documentário: Glass Walls (ou Paredes de Vidro). A julgar pelas chocantes cenas abaixo, ele não deixa de ter razão.

O Eu Quero Salvar o Planeta reforça que as imagens abaixo são chocantes.\











Fonte: Vista-se Virgula