Estou re-postando o vídeo da Tata porque ontem terminei de fazer uma trilha musical nova.
Então segue:
Fim da Encruzilhada
Há 3 meses
Cultura, esportes, filosofia e lifestyle.
Já vi muita gente declarando: “Fulano não serve para ser meu amigo. Vou lhe dizer umas poucas e boas.”
A sabedoria popular diz que mexer no que não cheira bem só faz piorar o odor. Se o Fulano em questão realmente não serve como amigo, o melhor é tomar uma medida amenizadora do mal-estar ou do mal-entendido surgido e, depois, promover um afastamento cordial.
A vida me ensinou que uma pessoa que não sirva para se conviver, alguém em quem não se possa confiar, é também uma pessoa com quem devemos evitar confusão.
O que é que você ganha discutindo com alguém? Algumas pessoas fazem isso porque andaram assistindo novela e aprenderam a “não levar desaforo para casa”. Algumas dessas pessoas nem mesmo sabem conduzir um relacionamento de amizade ou conjugal sem estar todo o tempo a contender, como se a existência devesse consistir em um incessante defender-se dos outros e proteger seu território. Isso caracteriza nível educacional muito baixo. Pessoas educadas e elegantes não utilizam esse paradigma.
Quem se melindra e briga por tudo e por nada, é portador de complexo de inferioridade. Se você não é um complexado, não precisa responder a uma agressão com outra agressão.
Agora considere: quem parte para um bate-boca não pode ser uma pessoa fina. Geralmente, tem pouco a perder. Não é o seu caso. Tornar-se inimigo de uma pessoa ralé pode lhe custar dissabores futuros, ao longo de toda a sua vida. O que fazer então? Deixar o inconveniente azucrinar a sua existência? Jamais! Quem não serve para ser seu amigo deve ser afastado com arte. Dependendo do tipo de relacionamento que vocês mantiveram, promova um distanciamento progressivo e, volta e meia, você tempera com uma cortesia. Por outro lado, recuse gentilmente os convites para o estreitamento da convivência, mediante justificativas aceitáveis.
O que você não deve fazer é partir para a briga, ou insultar, ou prejudicar a quem quer que seja. A maior parte das pessoas que trabalharam comigo e que eu precisei exonerar, continuam minhas amigas. A maior parte das minhas ex-esposas continuam mantendo boas relações comigo. As pessoas com quem não consegui preservar o distanciamento cordial e que hoje não gostam de mim, considero que, com essas, fracassei. Felizmente, foram poucas.
Isso de “ter que conversar” só funciona quando as pessoas são de fato amigas ou muito inteligentes, o que não constitui a média da humanidade! Nem com marido e mulher essa coisa de sentar para conversar funciona muito bem. Cada qual fica na defensiva e sai briga. Isso só funciona para os terapeutas, cuja profissão é o diálogo. É muito melhor adotar a tática da gentileza e do carinho quando não for o caso da necessidade de afastamento.
A pecuária é responsável por metade das emissões de gases do efeito estufa no Brasil, segundo um estudo divulgado ontem por pesquisadores do País. Os resultados destacam o setor como o que mais contribui para o aquecimento global na economia brasileira e, consequentemente, como a peça mais importante em uma estratégia nacional de redução de emissões. A outra metade refere-se a emissões do setor energético, industrial, e de demais atividades do setor agropecuário.
"Mais do que apontar um grande vilão, o estudo apresenta uma grande oportunidade", disse Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), uma das coordenadoras do trabalho. "É um prato cheio para reduzir emissões", afirmou o diretor da organização Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, também responsável pela pesquisa, que será apresentada amanhã na 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15) de Copenhague.
Segundo os cientistas, a pecuária emitiu cerca de 1 bilhão de toneladas de gases do efeito estufa (GEEs) em 2005. Isso equivale a metade das emissões totais do País naquele ano (2 bilhões de toneladas), segundo estimativas do pesquisador Carlos Cerri, da Universidade de São Paulo (USP), ou um pouco menos da metade (2,2 bilhões de toneladas), segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia.
O estudo leva em conta três grandes fontes de emissão relacionadas diretamente à pecuária: o desmatamento para abertura de pastagens (tanto no Cerrado quanto na Amazônia), as queimadas para manejo de pastagens e o metano exalado pela fermentação de biomassa no estômago dos animais. O fator que mais pesa no bolo é o desmatamento da Amazônia, responsável por 65% das emissões do setor em 2005.
Desmatamento
A pesquisa também confirma a percepção de que a pecuária é responsável pela maior parte (75%) da área derrubada de floresta no bioma. No caso do Cerrado, a abertura de pastagens foi responsável por 56% do desmatamento do bioma e 13% das emissões do setor em 2005. O cálculo considera apenas o carbono emitido imediatamente pela queima da vegetação superficial e das respectivas raízes. Não inclui outra grande fonte de emissão, que é a decomposição da matéria orgânica misturada ao solo - uma emissão lenta e gradual, mas que, com o tempo, pode chegar ao dobro do que é emitido pelo desmatamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
“Seja sustentável - não compre sexo”
por Paula Rothman
Enquanto os debates sobre as mudanças climáticas prometem esquentar os ânimos de líderes mundiais na COP15, uma outra polêmica está dando o que falar nas ruas de Copenhague…
Pouco antes do início do encontro, a prefeita Ritt Bjerregaard enviou cartões postais aos principais hotéis da cidade avisando aos visitantes para não financiarem a prostituição durante a conferência.
Segundo reportagem do Spiegel, 160 hotéis receberam os cartões com os dizeres ‘Be sustainable - don’t buy sex’ – ou, “Seja Sustentável- não compre sexo”.
“Caro dono de hotel, nós gostaríamos de pedir que você não arranjasse contatos entre hóspedes do hotel e prostitutas”, diz o comunicado.
Isso causou a ira das garotas de programa dinamarquesas – que, como forma de protesto, estão oferecendo sexo grátis a qualquer um que apresentar o tal comunicado e sua identificação como membro da COP15.
Vale lembrar que, na Dinamarca, a prostituição é legalizada – o que nos leva à pergunta: qual a associação que a prefeita fez entre “ser sustentável” e “não pagar por sexo”?
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