Cada vez mais casais decidem não ter filhos: DINK ou DINC



É muito interessante pois há muito tempo decidi que não teria filhos. Talvez pelos exemplos registrados diretamente no meu DNA. Porém, alguns anos atrás decidi ter filhos somente após os 50 anos, pois:
- aos 50 anos eu tive tempo de construir a base da minha vida. Pude trabalhar, viajar, aproveitar a vida como ela deve ser aproveitada. Além disso tive tempo para fazer minhas reservas, já que nesse momento estaria deixando de trabalhar.
- normalmente os casais resolvem ter filhos logo cedo, por volta dos 30 anos, porém aos 30 anos estou me fixando em uma carreira. Estou ainda engatinhando na minha vida profissional.
- se tiver filhos agora, basicamente terei que trabalhar para sustentar a vida em família.
- viagens, férias, aproveitar a juventude, fazer reservas para o futuro: necas.
- Não teria tempo para ir nas reuniões de escola, nas apresentações artísticas, não estaria presente nas primeiras descobertas que meu filho estaria fazendo, tudo porque tenho que ganhar dinheiro para sustentar a vida em família.

- Além de tudo, meus pais estão ficando mais velhos. E logo começam os problemas dos velhos sedentários. É papel dos filhos cuidar dos pais nesse momento.
Na minha linha de pensamento, quando meus filhos tiverem a minha idade hoje, 30 anos, eu teria 80.
Estaria no final da vida e não daria muito trabalho para eles, que estariam 'começando' a vida agora. Teriam o caminho 'livre' para aproveitarem todo o tempo que tem pela frente.
Dessa forma, eu já os teria criado dando prioridade na sua educação, acompanhando sua evolução de perto, já que teria tempo para isso. É como meus pais tratariam seus netos hoje, caso tivessem algum.

Interessante não? Pois agora isso tem um nome, e segue nas linhas abaixo:

Se los conoce como DINK (doble ingreso, sin chicos, según las siglas en inglés) y priorizan su independencia económica, el desarrollo profesional y disfrutar del tiempo libre:
Hola, Mestre. ¿Cómo estás?
Hoy leyendo el diario La Nación encontré una nota que tal vez podría ser de tu interés.
Un abrazo fuerte,
Guido
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TRADUÇÕES DO LINK: UMA DA ROMINA, OUTRA DO MÁRIO E OUTRA DA BRUNA.
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Olá Mestre,
Fiz a tradução do artigo. Li e reli algumas vezes e acredito que esta é a melhor forma.
Adorei a aula de hoje !
Segue a tradução abaixo
Cada vez são mais casais que decidem não ter filhos
São conhecidos como DINK (ingresso em dobro, sem filhos, segundo as siglas em inglês) e priorizam sua independência econômica, o crescimento profissional e desfrutar o tempo livre.
Foto: Flikr/pedrosimoes7
Por Alejandro Rapetti
Especial para lanacion.com
Fazem vista grossa às regras sociais e decidem, sem culpa, que o núcleo familiar se limite só a dois, sem lugar para terceiros. São conhecidos como DINK, sigla de Doble Income, No kids ou “ingresso duplo sem filhos” e é um fenômeno crescente.
Trata-se de casais entre 25 e 39 anos que cada vez mais optam por não ter filhos, em troca de uma independência econômica maior, crescimento profissional e tempo livre disponível.
“É preciso buscar as explicações sociais deste fenômeno nas expectativas das mulheres por uma posição social melhor, que implicam em níveis educativos maiores e melhores posições sociais no trabalho. Dali que se retarde a chegada e também se reduza a quantidade de filhos a ter”, assinala Victoria Mazzeo, doutora em Ciências Sociais e também chefa do departamento de Análises Demográficas da Direção Geral de Estatística e Censos ( GCBA)
Segundo a Pesquisa Anual de Lares 2007, publicada pela Direção Geral de Estatísticas e Censos, a mudança das famílias ao longo do tempo tem dado origem ao conceito de etapas do ciclo de vida familiar, que se refere a diferentes fases pelas quais podem mudar os lares de tipo familiar.
Dentro delas se encontram “Casais jovens sem filhos”, definida como casais que não tiveram filhos, onde a mulher tem menos de 40 anos. A pesquisa demonstra que na cidade de Buenos Aires, em 2007 estes casais representavam 11,3 % dos núcleos de lares completos (cerca de 65.000 lares). Estes lares tem um alto ingresso per capitã familiar em relação ao total da cidade e em sua maioria (83%) estão localizados em um quinto no ingresso dos mais ricos.
“Esta tendência pertence mais às metrópoles, as civilizações em progresso, já que não acontece nas pequenas cidades nem nos povoados, que dirá nem sequer em Grande Buenos Aires, de onde as crianças continuam nascendo de mães jovens. Em geral acolhidas por suas familias de origem”, assinala de sua parte a licenciada Jazmín Gulí, psicóloga especializada em Constelações Familiares e terapia de casal e autora do livro Amor Delivery, editado por Aguilar.
E acrescenta “Sem dúvida esta nova forma pertence a o que chamamos de progresso e faz parte de um conjunto de ideáis que os sustentam, como ser que todo aquele que seja racional, premeditado e que adie os desejos “primitivos”, como é de reproduzir-se e continuar a espécie, irá nos distinguir cada vez mais dos animais que não pensam, nem tem a capacidade de planejar ou planejar-se objetivos reprodutivos”.
Sofia Roncatti 33 anos. É radiologista e vive casada há 4 anos, mesmo que até o momento adiou a possibilidade de sua maternidade para mais adiante. “Nunca descartei a idéia de ser mãe, apenas que até o momento estamos muito bem e gostaria de aproveitar este momento o máximo possível. Acredito que hoje em dia há tempo para ser mãe até uma idade mais avançada, e não vejo razão para nos apressarmos em tomar uma decisão que mudará completamente nossas vidas”, sustenta.
Em qualquer caso, os DINK não tem que preocupar-se em assistir todas as peças da escola, podem tirar férias em qualquer mês do ano, e com relação ao cardápio, permitem-se consumir artigos e serviços que para muitos poderia parecer luxo. Saem mais frequentemente a comer fora e levam uma vida muito saudável, dedicando grande parte de seu tempo a fazer exercícios e a levar uma dieta equilibrada.
Estes casais quebram o conceito da concepção tradicional da familia, e defendem sua escolha como uma opção cada vez mais viável na hora de eleger um modelo de vida.
As estadísticas demonstram desta maneira. Não é por acaso que a partir da década de 80, as mulheres aumentaram progressivamente a idade para se casar. No decorrer dessa década foi de 26 anos, nos anos 90 foi aos 28 anos e passa dos 30 anos na década de 2000.
“É a corrida da idade da pimeira união se fortalece ao examinar a idade média das mães que deram à luz pela primeira vez, que oscilou entre 26 e 28 anos durante as décadas de 1980 e 1990 e supera os 29 anos a partir de 2000. Como resultado a taxa global da fertilidade (quantidade de filhos por mulheres) em 2001 manteve o mesmo nível do que em 1991 (1,8 filhos por mulher) mas caiu em comparação à 1980 (2 filhos por mulher)” mostra Mazzeo.
Neste sentido, ao analizar o grupo de mulheres de 30 a 39 anos, a proporção que teve filhos foi de 71% em 1980 e foi reduzido para 65% em 2006. Agora veja, se dentro deste grupo de idade se observa o comportamento reprodutivo das mulheres com o nível educativo universitário completo, adverte-se que os níveis são distintos: as mulheres de 30 a 39 anos com nível universitário completo que tiveram filhos reduziu de 65% em 1980 a 48% em 2006.
Melhor dizendo, na cidade, menos da metade das mulheres de 30 a 39 anos com o nível universitário completo teve filhos.
Por outro lado, se comprova a importância do nível educativo maior neste grupo de idade: a proporção de mulheres de 30 a 39 anos com nível universitário completo em um total de mulheres deste grupo foi em 14% em 1980 y subiu a 26% em 2006.
Para Gulí, por trás dessa nova conduta parece que se veem multidões de filhos que receberam a vida mas que não a passam a outros, mantendo uma juventude a força de negar-se a pertencer ao cilco da vida. “Não vejo separado do movimento, também crescente, das fertilizações em idades avançadas, insistências civilizadas a que as coisas aconteçam como dizem e não como são ou seriam. Uma atitude frente à vida”, assegura.
Qual sua opinião sobre casais que decidem não ter filhos? Adiaria a paternidade/ maternidade? Conte-nos sua experiencia
Fonte: http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1242613
Tradução Romina Natalia Pino Guajardo


Também encontrei um Estudo da Escola Nacional de Ciências Estatíscias (ENCE) do IBGE que se intitula: "Novos arranjos domiciliares: condições sócioeconômicas dos casais de renda dupla e sem filhos (DINC)"   de  Luiz Felipe Walter Barros, José Eustáquio Diniz Alves e Suzana Cavenaghi pode ser acessado no link abaixo:

2 comentários:

Fernanda Magalhães disse...

Eu, como todas as mulheres, Amelias, Marias e Joanas, cresci acreditando nesta eterna poesia que é construir uma família, filho, netos. Acreditava ser isto a verdadeira felicidade. Mas, o inevitável aconteceu e chegou um momento que eu cresci de verdade e junto outras poesias, outros sonhos vieram com maior prioridade. Faculdade, o mundo competitivo no mercado de trabalho e eu querendo sempre ta á frente dos demais como se isso fosse, e é atualmente prioridade na minha vida. Mas, a questão não é esta, eu ainda acredito sim na família, filhos, netos e gostaria muito de te-los, mas, sinceramente tenho medo, muito medo de colocar neste mundo mais vidas, mais vitimas. Eu vejo isto como se estivesse jogando os filhos que quero ter numa jaula cheio de leões pra serem estraçalhados, engolidos.
Ahh! Acho q mais uma vez viajei e ninguém vai entender o que digo aqui, mas, é isso. Estou totalmente decepcionada com nós, os seres humanos.

Tamyres disse...

Bom, a cada dia que passa você me surpreende ainda mais.

Pelo quanto a sua visão é muito bem pensada e dinâmica, segundo o livro " A arte da guerra", "Aquele que tiver habilidade para variar suas próprias posições de acordo com as táticas e planejamento do inimigo para conquistar a vitória, torna-se um adversário intransponível como os desígnios do céu."

Eu os colocaria no mundo sim para aumentar a proporção de pessoas do bem, e assim influenciar gerações.

Beijoca lindo
MAIS!

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