Encontrei esse vídeo no Blog de Escalada e é fantástico!
Vale à pena assistir
Sobre a vida sustentável
Recebi por email:
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Doutrinação, a ideologia do ensino na educação
De acordo com Maria Lúcia de Arruda Aranha, doutrinação é: "uma pseudo-educação que não respeita a liberdade do educando, impondo-lhe conhecimentos e valores", e que nesse método autoritário, "todos são submetidos a uma só maneira de pensar e de agir, destruindo-se o pensamento divergente e mantendo-se a tutela e a hierarquia"
A idéia de que somos livres para fazermos o que quisermos somente se dá à partir do momento em que nossa mente tem espaço para processar os pensamentos mais diversos e assimilar os resultados desses pensamentos em forma de aditivo às nossas experiências mais básicas e complementares da nossa existência.
Se somos conduzidos por grupos de pensamento, somos levados a pensar que a verdade contida neste ou naquele ensinamento é única e nada pode diferir daquele prisma, pois um ensinamento bem elaborado nos leva a crer que o processo de educação é correto.
E, infelizmente, muitos se utilizam deste método de lapidação do pensamento que, quando passado adiante, parece nos satisfazer por completo. E é aí que a doutrinação se mascara de bela e pode tomar conta do indivíduo que não está atento às suas facetas.
E como fazer para perceber vestígios de doutrinação em um ambiente onde ela foi mascarada?
Defina limites. Não há a necessidade de grandes limites. Simples limites bastam.
Se seus tutores não forem capazes de respeitar esses pequenos limites e, sem seu consentimento, tentarem (ou pior, obtiverem êxito em) lhe impor uma situação que extrapola os pequenos e simples limites definidos anteriormente, saiba que agora você está sob uma doutrina.
E quanto lhe custará se libertar dos tentáculos da doutrina?
A ilusão do instrumentalismo educativo é fácil de explicar e é uma parte da velha ilusão da infalibilidade que, como John Stuart Mill bem viu, está por detrás de todos os ataques à liberdade. Vejamos: a mentalidade pública contemporânea é fruto do quê? Do pensamento autónomo da maior parte das pessoas? Claro que não; é fruto da repetição impensada de ideias feitas. Essas ideias feitas foram implantadas na mentalidade das pessoas através da educação, explícita e inexplícita (a educação explícita ocorre sobretudo nas escolas, a inexplícita é dada sobretudo pelos pais, pelos grupos sociais, pela televisão, etc.; mas, claro, uma parte importante da educação inexplícita ocorre também nas escolas). A ilusão suprema de quem instrumentaliza a educação, encarando-a como doutrinação, é pensar que as suas ideias feitas são melhores do que as ideias feitas dos seus antepassados, cujo fruto é a sociedade contemporânea. Mas quem considera que a educação é fundamentalmente um instrumento de mudança social é porque considera que a sociedade que temos hoje não é a melhor. Contudo, sendo ou não a melhor, a verdade é que a sociedade que temos hoje resulta directamente da mentalidade que as pessoas têm e essa mentalidade resulta directamente da educação, sobretudo inexplícita, de que foram vítimas. O que garante então que as ideias que os reformadores sociais actuais querem introduzir sub-repticiamente no ensino são melhores do que as anteriores? Nada, excepto a ilusão de infalibilidade.
Toda a gente com fraca experiência de vida e de pensamento pensa que a sua mentalidade, os seus lugares-comuns, os seus valores e ideais são os melhores do mundo. Mas é evidente que isto é uma ilusão porque o mesmo pensavam as pessoas que no passado moldaram as mentalidades presentes, mentalidades que muitos reformadores sociais hoje consideram erradas. Assim, mesmo que se queira instrumentalizar a educação para fazer uma sociedade melhor, o caminho tem de ser a autonomia intelectual dada aos estudantes e não a repetição de gramofone das ideias que nós hoje consideramos bonitas. O caminho, mesmo nesse caso, tem de ser o mesmo caminho que teremos de trilhar caso defendamos que o ensino é importante primariamente por causa da importância intrínseca do que é ensinado, e não porque podemos instrumentalizá-lo para fazer “bons cidadãos”. Esta expressão, “fazer bons cidadãos”, é em si uma contradição nos termos. Uma sociedade humana não pode ser uma sociedade humana florescente se for uma sociedade de formigas, e fazer bons cidadãos envolve necessariamente fazer formigas: cidadãos que repetem conscienciosamente ideias feitas, valores herdados, lugares-comuns e outros artigos de contrabando intelectual.
Partidarismo, sectarismo, fanatismo, tribalismo, falta de autonomia — estas são algumas das raízes mais importantes das maiores tolices humanas. E são comuns. São ilusões inscritas nos nossos genes, talvez, tão inevitáveis quanto é inevitável pensar que os objectos mais pesados caem mais depressa ou que a Terra está imóvel. É preciso pensamento crítico, distanciamento epistémico, amor à verdade, probidade intelectual, para pôr em causa essas ilusões inevitáveis. Mas se tudo o que ensinarmos aos alunos é a substituir ideias feitas falsas por outras ideias feitas, ainda que verdadeiras, não teremos resolvido o problema de fundo, que é haver ideias feitas — tanto faz se são verdadeiras ou falsas.Desidério Murcho
Seguem alguns links sobre ideologia, doutrina e educação
Conceitos de Ideologia e Exemplos
Veganismo no Ensino Médio é doutrinação?
Instrumentalização do ensino e ilusão
Salto-Duplo da Tata em Governador Celso Ramos - SC
Estou re-postando o vídeo da Tata porque ontem terminei de fazer uma trilha musical nova.
Então segue:
Então segue:
2010!
Enfim, o primeiro post do ano!
E começo com um cartão que recebi por email, com uma foto que eu fiz no evento lá em Governador Celso Ramos - SC, na passagem do ano!
Esse é o Vinz, um cara muito gente boa que curtiu demais o salto que fez lá com a gente!
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Sempre que um ano se inicia, esperamos coisas novas, condutas novas, posturas novas. Então aproveito o momento para divulgar um novo blog, onde vou divulgar um pouco mais do meu trabalho como fotógrafo e camera flyer.
O link é http://dotempoaotempo.blogspot.com e será o segundo dos 3 blogs que pretendo mantes daqui pra frente.
Com um template sugerido pela querida Fernanda, o blog funcionará como um portfolio do meu trabalho.
Grande abraço a todos e ótimo ano, com todas as mudanças que se espera, saúde, alegrias e como mensagem eu diria: Tudo isso só depende de você!
Quem não serve como amigo, não serve como inimigo
Navegando pelo Blog do DeRose, encontrei este texto muito providencial.
Segue:
Já vi muita gente declarando: “Fulano não serve para ser meu amigo. Vou lhe dizer umas poucas e boas.”
A sabedoria popular diz que mexer no que não cheira bem só faz piorar o odor. Se o Fulano em questão realmente não serve como amigo, o melhor é tomar uma medida amenizadora do mal-estar ou do mal-entendido surgido e, depois, promover um afastamento cordial.
A vida me ensinou que uma pessoa que não sirva para se conviver, alguém em quem não se possa confiar, é também uma pessoa com quem devemos evitar confusão.
O que é que você ganha discutindo com alguém? Algumas pessoas fazem isso porque andaram assistindo novela e aprenderam a “não levar desaforo para casa”. Algumas dessas pessoas nem mesmo sabem conduzir um relacionamento de amizade ou conjugal sem estar todo o tempo a contender, como se a existência devesse consistir em um incessante defender-se dos outros e proteger seu território. Isso caracteriza nível educacional muito baixo. Pessoas educadas e elegantes não utilizam esse paradigma.
Quem se melindra e briga por tudo e por nada, é portador de complexo de inferioridade. Se você não é um complexado, não precisa responder a uma agressão com outra agressão.
Agora considere: quem parte para um bate-boca não pode ser uma pessoa fina. Geralmente, tem pouco a perder. Não é o seu caso. Tornar-se inimigo de uma pessoa ralé pode lhe custar dissabores futuros, ao longo de toda a sua vida. O que fazer então? Deixar o inconveniente azucrinar a sua existência? Jamais! Quem não serve para ser seu amigo deve ser afastado com arte. Dependendo do tipo de relacionamento que vocês mantiveram, promova um distanciamento progressivo e, volta e meia, você tempera com uma cortesia. Por outro lado, recuse gentilmente os convites para o estreitamento da convivência, mediante justificativas aceitáveis.
O que você não deve fazer é partir para a briga, ou insultar, ou prejudicar a quem quer que seja. A maior parte das pessoas que trabalharam comigo e que eu precisei exonerar, continuam minhas amigas. A maior parte das minhas ex-esposas continuam mantendo boas relações comigo. As pessoas com quem não consegui preservar o distanciamento cordial e que hoje não gostam de mim, considero que, com essas, fracassei. Felizmente, foram poucas.
Isso de “ter que conversar” só funciona quando as pessoas são de fato amigas ou muito inteligentes, o que não constitui a média da humanidade! Nem com marido e mulher essa coisa de sentar para conversar funciona muito bem. Cada qual fica na defensiva e sai briga. Isso só funciona para os terapeutas, cuja profissão é o diálogo. É muito melhor adotar a tática da gentileza e do carinho quando não for o caso da necessidade de afastamento.
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